segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A Igreja Católica ressurge entre as cinzas da Revolução

Os mundanos dançam sobre os cadáveres das testemunhas de Deus. Biblioteca de Toulouse (1220-1270)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Pressa aloucada da Revolução precipita uma “era de martírios”



O Apocalipse registra os festejos universais que haverá no fim do mundo pela morte das duas testemunhas enviadas por Deus: as pessoas dançarão, comemorarão e trocarão presentes, alegres por terem se libertado dos profetas da penitência.

Mas essas testemunhas ressuscitarão, para confusão dos participantes do clima enganoso de riqueza e de distensão do Anticristo.

O Apocalipse acrescenta que ambos os profetas subirão aos Céus ao serem chamados por uma grande voz.

Assunção que será seguida de um terremoto no qual muitos malvados deverão perecer, e dos que sobreviverem muitos ficarão tomados de temor e darão glória a Deus.

Para compor um cenário possível para este acontecimento, o bem-aventurado recorria à disputa entre Simão Mago e São Pedro em Roma, narrada pela historia eclesiástica e reproduzida em quadro da Basílica Vaticana.

São Pedro havia operado milagres e portentos que encheram de admiração a capital imperial. Simão Mago, espécie de pontífice do paganismo e prefigura do pseudoprofeta quis comprar seus poderes espirituais e São Pedro e repeliu com vigor (Atos 8, 9-24).

Uma lenda piedosa acrescenta que em Roma, o mago desafiou-o, garantindo que se elevaria ao céu por forças próprias diante da multidão.

No dia marcado, no anfiteatro romano, com a assistência de imenso gentio, o mago subiu pelos ares por influência diabólica. São Pedro exorcizou os demônios, e o embusteiro sucumbiu por efeitos da queda.

Simão o Mago se precipita mortalmente a terra, capitel na igreja de Saint-Lazare, Autun, séc XII. São Pedro segura as Chaves e o demônio se desespera. Símbolo da queda da Revolução
Simão o Mago se precipita mortalmente a terra, capitel na igreja de Saint-Lazare, Autun, séc XII.
São Pedro segura as Chaves e o demônio se desespera. Símbolo da queda da Revolução.
Com esses elementos servindo de prefigura, o bem-aventurado Palau imaginava que quando o Anticristo quiser se igualar a Elias e seu companheiro parodiando sua glorificação, precipitar-se-á fulminado por uma ação direta divina.

Com efeito, o fim do Anticristo não terá lugar por mão humana, mas por intervenção divina. No auge de sua sedutora influência, quando todos os recursos do bem parecerem esgotados, o sopro de Deus lhe dará o castigo merecido:
“Morto Elias, o Anticristo perecerá como o blasfemo Senaquerib pela ação imediata de Deus” (“Anarquía social”, El Ermitaño, Nº 113, 5-1-1871).
Senaquerib, rei de Nínive, sitiou Jerusalém. Desafiou a Deus com blasfêmias de refinada perfídia e ousadia.

Quando Jerusalém parecia quase em suas mãos, durante a noite um anjo de Deus exterminou cento oitenta e cinco mil de seus homens. Levantou o sítio e voltou a Nínive.

Ali, quando se prosternou no templo do deus que adorava, seus filhos assassinaram-no (cfr. II Re, XVIII, 13-ss.).

“Essa ação imediata de Deus consiste em que (...) o homem em uso do poder que recebeu de Deus para expulsar de todas as partes os demônios e em uso de uma missão fundamentada no preceito expulsai os demônios (São Mateus 10, 8), manda com império, com fé, com autoridade, (...) o anjo bom intervém intimando da parte de Deus a rendição aos mandatos do homem.

“Resistindo o demônio a um e a outro, Deus intervém, e por Si e ante Si, sem mediar criatura alguma, executa o mandato dado pelo homem a Satanás” (“El dogma católico con referencia a la redención de la sociedad actual. Dios y el diablo. II”, El Ermitaño, Nº 169, 1-2-1872).

Caso Elias não venha agora em pessoa, o bem-aventurado considerava que poderia acontecer algo análogo em favor do Moisés da Lei da Graça.

Por ocasião de sua morte, o mundo revolucionário regozijar-se-á. Mas num momento que ninguém previu, a vontade de Deus fará refulgir de modo assombroso a vocação divina do Moisés da Lei da Graça.

Caso alguma prefigura do Anticristo tenha querido parodiá-lo, será fulminada pela ação imediata de Deus.

O fim súbito do filho da perdição, ou de alguma prefigura, soará como toque de finados para a Revolução.

Satanás compreenderá que seus planos foram desfeitos e que sua causa está perdida. Frustrado e enlouquecido, dará livre curso à sua cólera furiosa contra os últimos fiéis:
Satanás vendo seus planos desfeitos dará vazão à sua cólera, destruindo sua obra
Satanás vendo seus planos desfeitos dará vazão à sua cólera, destruindo sua obra
“Satanás (...) sentindo-se fadado às correntes que emanam da mão de Deus Onipotente, bramindo de furor, sabendo que lhe fica pouco tempo para operar a maldade, vendo-se descoberto pela fé dos últimos apóstolos, (...) declarará a guerra, guerra aberta à Igreja organizada, restaurada e preparada para o combate” (“El apostolado y un ejército”, El Ermitaño, Nº 123, 16-3-1871).

Essa fase póstera da perseguição revolucionaria revelará o fundo mais recôndito dos corações dos homens:
“Os hipócritas e falsos católicos se afastarão dos verdadeiros, a luz deixará de se confundir com as trevas, e então principiará aquela perseguição em massa horrenda anunciada por toda a tradição contra a Igreja, contra esses eleitos para os últimos tempos” (“El triunfo de la Iglesia”, El Ermitaño, Nº 97, 15-9-1870).

O Beato acrescentava que o desvario em que cairá Satanás o levará a destruir suas próprias obras com toda espécie de cataclismos.

Esse será o monstruoso pagamento aos homens que acreditaram em suas promessas.

Também o bem-aventurado previa que o demônio se assanharia contra seus cúmplices humanos.

Fá-lo-ia especialmente contra aqueles que negando a existência dos espíritos das trevas, desmobilizavam as resistências dos católicos e aplainavam a estrada para o avanço da Revolução.

Agirá em tudo como instrumento revoltado, mas servil, da Justiça celeste, não podendo fazer nem mais nem menos do que aquilo que Deus permitir:
“Quando naqueles tenebrosos dias o Anjo da justiça de Deus entrar nas casas dos católicos para castigar sua incredulidade, encontrará nelas fé na existência dos demônios?

“Aqui estou eu, dirá, revelando-se ao incrédulo com figuras horripilantes. Aqui estou eu. Me vês?

“Acreditas porque me vês.

“Tarde acreditaste: venho não como apóstolo para pregar minha existência, mas como verdugo para castigar tua incredulidade.

“Vem comigo, serás meu companheiro de infortúnio nos infernos” (“Lluvia de estrellas”, El Ermitaño, Nº 158, 16-11-1871).
A derrota da Revolução e a restauração da Igreja em nossos dias será prefigura do triunfo final de Cristo Cristo glorificado no Céu, Fra Angelico, National Gallery of Art
A derrota da Revolução e a restauração da Igreja em nossos dias será prefigura do triunfo final de Cristo
Cristo glorificado no Céu, Fra Angelico, National Gallery of Art


continua no próximo post: Os Apóstolos dos Últimos Tempos e a catástrofe súbita da Revolução


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Pressa aloucada da Revolução acaba dando numa “era de martírios”

Santo Elias, Irmandade de Nossa Senhora do Carmo Coroada, Sevilha
Santo Elias, Irmandade de Nossa Senhora do Carmo Coroada, Sevilha
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O drama: se Deus enviar alguém, a Revolução quererá matá-lo



As sombras do mistério envolvem o episódio da morte do Moisés da Lei da Graça. Talvez fosse um dos enigmas futuros que o Beato Palau reconhecia não ver claro.

Ela teria o caráter de uma prefigura do assassinato de Elias e Henoc pelo fim do mundo.

Para ele, em qualquer caso, era certo que o sacrifício da “missão de Elias” seria acompanhado pelo de outros fiéis:
“Elias (...) é a cabeça, o chefe de todas as vítimas que com seu sangue vão aplacar a ira de Deus, e juntamente apresentada com a de Jesus merecerá essa paz que agora se procura em vão” (“La guerra: imperio universal”, El Ermitaño, Nº 102, 20-10-1870).

Tais martírios completariam o sacrifício do enviado de Deus. Eles têm, portanto, um número limitado, conhecido só pela Providência.

O Beato Palau viveu em décadas de perseguição anticlerical sanguinária, da qual ele próprio foi vítima. Imaginava, em consequência, que as arbitrariedades do Anticristo ou de seus representantes atingiriam o paroxismo.

O frade carmelita não conhecia as formas refinadas de pressão e de tortura moral elaboradas no século XX.

E considerava que após o falecimento do Moisés da Lei da Graça, a Revolução, representada por alguma prefigura do Anticristo, julgaria ser possível realizar seus delírios megalomaníacos.

Tentaria então dispersar ou aniquilar os fiéis que restassem, porque o obstáculo que o impedia não está mais na terra:
O martirio dos sete irmãos Macabeus, por ordem de Antíoco Epifanio em 166 aC. Os sete e sua heroica mãe que os exortou a morrer sem renegar a Fé, são lembrados como santos pela Igreja Católica.
O martírio dos sete irmãos Macabeus, por ordem de Antíoco Epifanio em 166 aC.
Os sete e sua heroica mãe que os exortou a morrer sem renegar a Fé,
são lembrados como santos pela Igreja Católica.
“então começará a época dos martírios, não nesta ou naquela nação, mas no mundo inteiro; e essas são as vítimas de propiciação que estão marcadas e numeradas pelo supremo sacrificador para aplacar a ira de Deus irritado pelos crimes enormes dos homens.

“Elas obterão os méritos da redenção para essa sociedade que por suas maldades é escrava do diabo e dos reis atuais” (“El triunfo de la Iglesia”, El Ermitaño, Nº 97, 15-9-1870).

“Só permanecerão firmes aqueles que Deus escolheu para uma missão especial” (“Ermitaño alerta!”, El Ermitaño, Nº 63, 13-1-1870).


Essas vítimas somarão seus méritos para atrair a misericórdia sobre os homens e precipitar a extinção da Revolução que os aflige:
“Consumado o sacrifico de expiação e degolada a última de todas as vítimas que Deus na sua previsão já tem marcadas, o braço de Deus onipotente, voltando as iras de sua justiça contra o instrumento das provas, acabará com ele de um modo muito mais terrível do que usou contra Napoleão I, e III” (“El triunfo de la Iglesia”, El Ermitaño, Nº 97, 15-9-1870).

Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma

Pe. Gabriele Amorth, famoso exorcista de Roma (1925 - 2016) sobre o Beato Palau:

Eu procuro seguir a linha iniciada por um santo espanhol, o Beato Francisco Palau, carmelitano, que já em 1870 veio a Roma falar sobre o exorcismo com o Papa Pio IX.

“Voltou depois a Roma durante as sessões do Concílio Vaticano I, para que se tratasse da necessidade de exorcistas.

“Com a interrupção daquele Concílio em razão da tomada de Roma, o assunto sequer foi levantado.”

No contexto palautiano, a expressão “época dos martírios” não sugere uma fase historicamente prolongada, mas sim uma sucessão marcante de padecimentos e holocaustos recebidos por fidelidade à mensagem do Moisés da Lei da Graça prometido.

O sacerdócio e o papel central da Santa Missa para aplacar a ira de Deus

Como zeloso sacerdote, o Beato Palau tinha uma ardente devoção ao Santo Sacrifício da Missa, que é o centro da Historia e o ponto de irradiação das graças da Redenção sobre a pecadora hereditariedade de Adão e Eva.

Por isso mesmo, ele via na renovação incruenta do Sacrifício do Gólgota a alma da resistência à Revolução e às falácias e obras dolosas do Anticristo e de suas prefiguras:
“A batalha se dá nesta ordem: do altar luta o sacerdote, e com o sacerdote o povo, contra a ira de Deus provocada pelo crime. (...)

“o triunfo da fé relativo à redenção de todas as nações, obtido sobre o altar mediante a oração e o sacrifício, traz consigo a vitória na segunda parte do acampamento, aquela ocupada pela magia maléfica, pelo espiritismo e pelos demônios visíveis nos corpos dos energúmenos. (...)

“Vencido o príncipe do mundo ante o trono de Deus, a partir do altar (...) fica o mundo sem rei e se dissolve como um cadáver” (“Programa”, El Ermitaño, Nº 41, 12-8-1869).

Martírios na Índia:
Por essas razões, a perseguição revolucionária lançará mão dos recursos mais rebuscados para suprimir o Santo Sacrifício — centro do culto católico — e dissuadir aqueles que queiram celebrá-lo.

O Beato Palau tinha adquirido a firme convicção de que o culto católico nunca cessará, embora na aparência a religião universal anticristã o tenha banido dos templos e das cerimônias oficiais.

Será o único a não se dobrar ante a Revolução. Também nisso se diferenciará radicalmente dos falsos cultos, resplandecendo em santidade, veracidade e luz divina.
“Não sendo possível acabar com o culto católico — afirmava —, este será o único que sustentará a luta contra os decretos do imperador.

“O culto católico desaparecerá como ato público e se sustentará nas catacumbas, desertos e lugares escondidos” (“Incendio de barracas en Barcelona”, El Ermitaño, Nº 170, 8-2-1872).


continua no próximo post: A Igreja Católica ressurge entre as cinzas da Revolução


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Nossa Senhora Aparecida sai indene da trituração:
sinal do que está vindo?

Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas praticamente intacta, novembro 2017
Assim foi encontrada a imagem no lixão de Patos de Minas
praticamente intacta, novembro 2017
Luis Dufaur
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Em Patos de Minas, a 400 km de Belo Horizonte, uma imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida de cerca de 60 centímetros foi encontrada intacta no Aterro Sanitário após resistir ao truculento processo de compactação de lixo.

Com grande surpresa os funcionários encontraram intacta a imagem da Santa Mãe de Deus, apenas suja. Os primeiros a localizar e imagem de Nossa Senhora foram o supervisor do local Amarildo Ribeiro Silva e o operador de roçadeira Osmar Pio. O fato se deu no dia 7 de novembro (2017).

Os funcionários acharam a imagem junto a destroços que passaram pelo processo de compactação no caminhão de coleta de lixo.

O lixo é todo desfeito e esmagado já nos próprios caminhões, de forma que o que chega ao aterro sanitário é uma grande mistura para a fase final de esmagamento.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O drama: se Deus enviar alguém, a Revolução quererá matá-lo

A Sinagoga também tentou truncar a missão redentora de Jesus. Detalhe do Cristo do Soberano Poder ante Caifás, Sevilha, Espanha
A Sinagoga também tentou truncar a missão redentora de Jesus.
Detalhe do Cristo do Soberano Poder ante Caifás, Sevilha, Espanha
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Como reconheceremos o enviado de Deus para nos salvar?



O bem-aventurado Palau previa como certa e revelada uma guerra feroz, sutil e implacável contra o Moisés da Lei da Graça que Deus enviaria para derrotar a satânica Revolução e tirar a Igreja e o mundo do caos que os devoram.

A esse respeito, extraía o melhor de sua inspiração da meditação dos versículos do Apocalipse relativos à morte das duas testemunhas enviadas por Deus.

Com efeito, Santo Elias e seu companheiro pregarão no fim do mundo o tempo necessário para se fazerem ouvir pelas almas sensíveis à voz do Altíssimo que restarem sobre a face da terra.

O Anticristo urdirá mil insidias contra os porta-vozes de Deus, mas estes as desbaratarão com os poderes extraordinários recebidos para cumprir sua missão. Porém, nos lances derradeiros o Anticristo lhes fará guerra e lhes dará morte (cfr. Ap, XI, 3-ss.).

Esses versículos se aplicam diretamente à luta de Elias e de seu companheiro contra o próprio Anticristo no fim do mundo.

Mas o bem-aventurado considerava que em nossa época aconteceriam fatos prefigurativos daqueles magnos eventos futuros.

Caso não venha agora o próprio Elias, mas sim um Restaurador com a “missão de Elias”, o bem-aventurado raciocinava que ele deveria enfrentar alguma prefigura do Anticristo.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Como reconheceremos o enviado de Deus para nos salvar?

Santo Elias
Santo Elias
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Estamos nos Últimos Tempos ou já é o Fim do Mundo?



O bem-aventurado fazia incontáveis indagações e elaborava conjecturas de plausibilidade hierarquizada sobre a vinda de Elias, em espírito ou em pessoa, para nos tirar do abismo de caos e confusão.

Entre outras coisas, perguntava-se se ele viria sozinho, ou acompanhado de Henoc. O se antes viria um deles e depois o outro?

Também indagava se seria um indivíduo ou, pelo contrário, um Elias coletivo, quer dizer, um grupo de apóstolos que cumpririam sua missão (cfr. “Guerra a Deus!”, El Ermitaño, Nº 40, 5-8-1869).

Analisadas todas as hipóteses que passaram ante seu reflexivo espírito, o bem-aventurado julgava mais proveitoso descrever a seus leitores o perfil moral e religioso do Restaurador prometido.

Aquele que preenchesse os requisitos desse perfil seria o salvador de que a Igreja e o mundo têm premente necessidade.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A “fumaça de Satanás” na Igreja
e o silêncio do Vaticano II sobre os “erros da Rússia”

O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
O Concilio Vaticano II poderia se ter pronunciado sobre a profecia celeste de Fátima
e condenado a profecia satánica do comunismo Mas preferiu ficar em silêncio
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Os apóstolos de Fátima resistem diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”



A “guerra dos profetas” gerou nos cinco continentes acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial, revoluções e conflitos civis que encheram a história do século XX e cujo enunciado exigiria uma obra enciclopédia. Seja-nos permitido citar apenas dois episódios-auge desse confronto.

O primeiro é relativo ao Concílio Vaticano II. A Irmã Lúcia, a rogos de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, implorou às mais altas autoridades eclesiásticas a publicação da terceira parte do Segredo de Fátima em 1960, portanto antes do evento conciliar.

Ainda se discute apaixonadamente por que esse pedido não foi atendido e as consequências catastróficas que se derivaram dessa omissão.

Mas o fato é que, no clima de otimismo instalado no mundo e na Igreja nas décadas pós-Segunda Guerra Mundial, as vozes dos santos, dos mensageiros divinos e de espíritos de fé clarividentes foram tidas como as de “profetas de desgraças” que não compreendiam a felicidade especial do tempo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Os apóstolos de Fátima resistem
diante dos “profetas” dos “erros da Rússia”

A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
A Igreja militante, detalhe de mural de Jan Henryk de Rosen (1891 – 1982), Washington DC
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A essência dos males que afligem o mundo está nos “erros da Rússia”



Duas escolas de profetas: a da “alienação” e a da “desalienação”

Os profetas dos “erros da Rússia” implantaram-nos no mundo inteiro.

Eles visam acabar com toda desigualdade entre os homens que eles odeiam e chamam de “alienação”. E instalar o socialismo e o comunismo, regimes despóticos onde reina a igualdade total ou “desalienação”. Um eco fiel do brado de revolta de Satanás no Céu: “não servirei” (Jer 2,20).

Além dos líderes russos como Stalin, Kruschev e Brezhnev, destacaram-se o chinês Mao Tsé-Tung; os italianos Antonio Gramsci, Palmiro Togliatti e Enrico Berlinguer; os franceses Maurice Thorez e Georges Marchais; os espanhóis Dolores Ibarruri, la Pasionaria, e Santiago Carrillo; o brasileiro Luís Carlos Prestes; o cubano Fidel Castro; o argentino Che Guevara, e ainda muitos outros que a exiguidade de espaço não nos permite elencar.

Em sentido contrário, Maria Santíssima inspirou almas seletas que falaram ao mundo com acentos proféticos no sentido da Mensagem de Fátima.

Um exemplo foi São Maximiliano Kolbe O.F.M., alma de fogo e fundador da “Milícia da Imaculada”, de imensa difusão, sobretudo na Europa Oriental.

Em 11 de fevereiro de 1937, durante um Congresso sobre Nossa Senhora de Lourdes, em Roma na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas, ele afirmou:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A essência dos males que nos afligem está nos “erros da Rússia”

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A chave das profecias no século da “guerra dos profetas” (1917 – 2017)




O que dizem os “erros da Rússia”?

Faltaram pregadores, sacerdotes, teólogos, bispos ou autoridades de condição e conhecimento ainda mais elevados que explicassem para o povo o conteúdo desta “contraprofecia”.

Se esse escuro conteúdo tivesse sido desvendado e condenado pela Igreja, poderia ter sido evitado o afundamento como que irreversível do mundo no caos.

O fato é que, os que sabiam, pouco ou nada ensinaram. E enquanto a humanidade foi durante décadas se deliciando com os prazeres da vida quotidiana, decaindo moralmente, afundando sempre otimista e displicente, o monstro girava em torno de sua casa e entrava pela porta dos fundos.

Os “erros da Rússia” se generalizaram e se agigantaram inclusive na Igreja, e hoje tentam o assalto final com as blasfêmias, heresias e profanações mais inauditas.

A maioria dos homens ouve seus uivos assombrada. Alguns tentam reagir, mas não entendem a natureza do mal que os agride. É imprescindível compreendê-lo para saber o que está acontecendo e agir com propriedade.

Para não nos alongarmos, citaremos apenas alguns excertos da petição assinada por 213 Padres Conciliares de 54 países, pedindo ao II Concílio Ecumênico Vaticano a condenação do comunismo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A chave das profecias
no século da “guerra dos profetas” (1917 – 2017)

1917-2017 século marcado pelo choque de duas profecias: a de Nossa Senhora em Fátima pedindo conversão e advertindo sobre a Rússia e a do comunismo infernal na Rússia anunciando a conquista do mundo
1917-2017 século marcado pelo choque de duas profecias:
a de Nossa Senhora em Fátima pedindo conversão e advertindo sobre a Rússia
e a do comunismo infernal na Rússia anunciando a conquista do mundo
Luis Dufaur
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No mesmo ano de 1917 em que Lênin prometia na Rússia o triunfo universal do comunismo, Nossa Senhora assegurava em Fátima o triunfo do seu Imaculado Coração.

Há um embate profético que acena para um desfecho colossal.

E essa é a chave que nos permite ordenar as profecias relativas à nossa época.

Em 13 de julho de 1917, num simpático e esquecido vilarejo de Portugal, Nossa Senhora revelou a três pastorinhos um segredo carregado de anúncios.

Tratava-se de uma profecia que julgava toda uma era histórica, vaticinava o seu futuro e lhe anunciava um desfecho trágico, mas triunfal.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Estamos nos Últimos Tempos ou já é o Fim do Mundo?

O beato fazia seus exames anuais de consciência no rochedo 'Es Vedrà'. Instalou nesse contexto os personagens literários do 'El Ermitaño'
O beato fazia seus exames de consciência anuais no rochedo 'Es Vedrà'.
Instalou nesse contexto as personagens literárias do 'El Ermitaño'
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Quem virá nos salvar? O profeta Elias, ou alguém com seu espírito?





Para o Beato Palau, o pecado de Revolução é de tal gravidade que sua punição exigiria o fim do mundo.

Porém, ele tinha certeza de que Deus, a rogos da Santíssima Virgem, teria piedade da humanidade pecadora e que Sua clemência suavizaria os castigos infligidos pelo pecado de Revolução.

Em consequência, a misericórdia divina abriria um parêntese histórico: uma era de esplendor sem igual da Igreja e da civilização cristã.

A parte do castigo devida por Justiça ficaria pendente como uma espada de Dâmocles: quando os homens reincidissem na Revolução, Deus encerraria o parêntese e se desencadeariam os episódios trágicos e grandiosos do fim do mundo.

Desta maneira, o bem-aventurado refletia habitualmente sobre dois horizontes históricos distintos, mas muito semelhantes:

1. O dos castigos, também anunciados em nossa era por Nossa Senhora em Fátima; e

2. O fim do mundo.

Aquilo que se diz de cada um desses horizontes pode-se aplicar ao outro por analogia e com as necessárias adaptações.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Quem virá nos salvar? O profeta Elias ou alguém com seu espírito?

Santo Elias, Monte Carmelo, Terra Santa,  mosteiro de Elias, estátua onde exterminou os profetas de Baal.
Santo Elias, Monte Carmelo, Terra Santa,
mosteiro de Elias, estátua onde exterminou os profetas de Baal.
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continuação do post anterior: Está nos planos de Deus uma missão extraordinária para nos libertar



O Beato Palau era consumido pelo desejo de que viesse o próprio profeta Elias em pessoa, a mandos do próprio Deus para libertar a Igreja e a Civilização da ditadura da Revolução (ver Beato Palau: Deus dispôs uma missão extraordinária para nos libertar).

Mas reconhecia que poderia não se tratar dele próprio, mas de alguém revestido de seu espírito e de sua missão.

Quer dizer, de outra pessoa que merecesse ser chamada de Elias por semelhança de perfil moral, virtudes e tarefa providencial.

“Será Elias o tesbita, aquele próprio que profetizou durante o reinado de Acab e Jesabel, reis de Israel? Não sabemos.

“Mas não tem nada contra a fé acreditar que seja um homem qualquer, um pescador como Pedro, o filho de um marceneiro como Jesus, um pobre homem, ignorante segundo a ciência do mundo, mas sábio para sua missão” (“Cálculos del Ermitaño”, El Ermitaño, Nº 163, 21-12-1871).

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O mistério do retorno de Elias e Henoc

Santo Elias raptado num carro de fogo diante de Santo Eliseu.  Juan de Valdés Leal  (1622 - 1690), igreja de Nossa Senhora do Carmo, Córdoba, Espanha.
Santo Elias raptado num carro de fogo diante de Santo Eliseu.
Juan de Valdés Leal  (1622 - 1690), igreja de Nossa Senhora do Carmo, Córdoba, Espanha.
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continuação do post anterior: Beato Palau: Deus dispôs uma missão extraordinária para nos libertar



Elias e Henoc: dois profetas do Antigo Testamento ainda vivos

De acordo com as Escrituras, o profeta Elias foi raptado aos Céus num carro de fogo na presença de seu discípulo e sucessor Santo Eliseu:

“eis que de repente um carro de fogo com cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num turbilhão. Vendo isso, Eliseu exclamou: Meu pai, meu pai! Carro e cavalaria de Israel! E não o viu mais.” (II Re, 2, 11-12)

O arrebatamento do profeta teria acontecido no ano 914 a. C., quando Elias tinha não menos de 46 anos.

É doutrina líquida entre os Padres e Doutores da Igreja que Santo Elias não morreu mas que se mantém em vida por disposição divina, aguardando para voltar no fim dos tempos e lutar contra o Anticristo.

Junto com ele, se encontraria Santo Henoc (escreve-se também: Enoc e Enoque), do qual a Bíblia ensina igualmente que foi levado vivo da Terra:

“Após o nascimento de Matusalém, Henoc andou com Deus durante trezentos anos, (...) Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou.” (Gen, 5, 22-24) e

“Henoc agradou a Deus e foi transportado ao paraíso, para excitar as nações à penitência” (Eccl, XLIV, 16).
Henoc teria sido levado da Terra por volta do ano 3.019 a.C., 987 anos após a criação de Adão, quando tinha 365 anos (viveu antes que Deus diminuísse a duração da vida dos homens).

Mistérios da vida deles

Onde se encontram? Como vivem? Têm contato com a Terra? Em quais condições vão regressar?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Beata Aiello: “Falsos profetas”, conspiração da imoralidade,
flagelo da Rússia e a intervenção de Nossa Senhora

Beata Elena Aiello: mística que desde o leito dirigia grande obra de caridade
Beata Elena Aiello: mística que desde o leito dirigia grande obra de caridade
Luis Dufaur
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Continuação no post anterior: “Beata Elena Aiello: mensagens que ratificam La Salette e Fátima”



Ouvindo esses avisos [N.R.: conferir post anterior], Irmã Elena atreveu-se a perguntar: “O que será da Itália que amo tanto?”

E ouviu severas palavras:

“Nela se cometem muitos pecados.

“Falsos profetas circundam o Cristo na terra. Essas almas me ferem mais que os pecadores [...].

“O demônio desencadeou a mais terrível batalha contra Deus e a Igreja, e levou muitas almas pela via da perdição [...]”.

Também em La Salette, Nossa Senhora advertiu contra os maus eclesiásticos – “falsos profetas” – que, apresentando-se como teóricos ou justificadores da imoralidade com sofismas teológicos diversos, precipitam os institutos religiosos e grande número de simples fiéis em abismos insondáveis de corrupção.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O Milagre do Sol: aviso misericordioso
para um mundo que fecha olhos e ouvidos

Atividade solar, reconstituída nos laboratórios da NASA com base em fotografias de tempos normais
Atividade solar normal montada com fotografias recentes dos laboratórios da NASA.
A animação giratória não é natural e foi obtida por montagem técnica.
Mas permite imaginar como teria sido o Milagre do Sol, fenômeno que saiu do normal.
Marcos Luiz Garcia

escritor, conferencista
e colaborador da ABIM






Neste 13 de outubro [2017], comemoramos cem anos das maiores manifestações de amor e de zelo materno da Santíssima Virgem para conosco em Fátima.

Na aparição do 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora insistiu na reza diária do Terço, respondendo à Lúcia que a alguns doentes Ela curaria, mas a outros não.

E explicou por que: “É preciso que se emendem, que peçam perdão de seus pecados”.

E, tomando um aspecto triste, disse: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”. E desapareceu.

Em seguida, aconteceu o que Ela anunciara em setembro:

“Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, desenrolaram-se aos olhos dos videntes três quadros, sucessivamente, simbolizando primeiro os mistérios gozosos do Rosário, depois os dolorosos e por fim os gloriosos [apenas Lúcia viu os três quadros; Francisco e Jacinta viram apenas o primeiro]:

“Apareceram, ao lado do sol, São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário. Era a Sagrada Família.

“A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também se vestia de branco e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.

“Seguiu-se a visão de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor acabrunhado de dor no caminho do Calvário.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A solução está em Aparecida e não em Brasília

Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No Terceiro Centenário de Nossa Senhora Aparecida


Existem devoções nacionais a Nossa Senhora, como é o caso de Aparecida, da mesma maneira que há grandes invocações que têm uma realeza entre as invocações de Nossa Senhora, como é o caso de Nossa Senhora do Rosário.

Quase não existe um país da Terra que não tenha uma grande devoção a Nossa Senhora e de que Ela não seja, debaixo de algum título, a Padroeira.

Também existem as invocações a Nossa Senhora das regiões e das cidades, como é, por exemplo, Nossa Senhora da Penha, em São Paulo.

E, às vezes, ainda há imagens de Nossa Senhora particularmente invocadas numa paróquia, numa parte de uma cidade, etc.

Há até famílias que têm uma devoção especial por alguma imagem de Nossa Senhora por alguma relação especial dEla com aquela família.

Por exemplo, na minha família paterna há devoção a Nossa Senhora da Piedade, é mais uma acomodação desse trato de Nossa Senhora com os homens, individualmente.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Beata Elena Aiello: mensagens divinas
tornam candentes os avisos de Fátima e La Salette

Beata Elena Aiello, jovem religiosa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Bem-aventurada Elena Emília Aiello é pouco conhecida no Brasil.

Mas bem mereceria sê-lo muito mais. Como na sua Itália natal, onde sua fama de santidade e a benemérita atividade caritativa da Ordem que ela fundou estão sempre crescendo.

A Beata é também famosa pelos dons sobrenaturais com que foi beneficiada pelo Altíssimo. Recebeu os estigmas e numerosas revelações de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nelas, Ele se mostra primordialmente preocupado, e até agoniado – se se pode dizer assim – pela degringolada da ordem política e social dos países até então católicos, em particular da Itália.

Com insistente premência, Ele retoma as palavras de Sua Santíssima Mãe em Fátima, colocando como que uma lente de aumento sobre os males que ameaçam o mundo, a Igreja e o Papado se os homens não fizerem penitência.

Essas mensagens foram especialmente intensas na década de 1950, marcada por um otimismo enganoso que predispôs o ambiente psicológico que penetrou em todas as esferas, inclusive na eclesiástica, e influenciou a fundo as elaborações do Concílio Vaticano II.

Mas essas advertências haviam começado décadas antes. Cabe destacar a correspondência da Bem-aventurada Aiello com a irmã do então líder máximo da Itália, Benito Mussolini, exortando o duce a não se engajar na fatídica II Guerra Mundial. Tratou-se de Edvige Mussolini (1888 – 1952), casada com Michele Mancini.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Beato Palau: Deus dispôs
uma missão extraordinária para nos libertar

Santo Elias primeiro devoto de Nossa Senhora no Monte Carmelo
Santo Elias primeiro devoto de Nossa Senhora no Monte Carmelo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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continuação do post anterior: a verdadeira Política se decide na presença de Deus



No Consistório apresentado pelo Pe. Palau onde verdadeiramente se decide o destino os homens (ver post anterior), certamente um lugar de fabulosas oposições, o bem-aventurado via algo parado.

Todos aguardavam o instante em que Deus enviaria alguém investido de uma missão para libertar as almas boas que se sentem cada vez mais oprimidas pela Revolução inspirada pelo inferno.

Quem seria o encarregado de executar essa missão na Terra? Seria o profeta Elias, como fazem entender passagens bíblicas e a opinião de Doutores da Igreja?

Ou seria alguém que agirá com os poderes do próprio Santo Elias, provavelmente secundado por discípulos?

O profeta Elias, cujo nome significa “Deus é o Senhor”, é um dos maiores do Antigo Testamento. Sua importância cresceu porque ele não teria morrido, mas foi levado aos céus em um carro de fogo (2Reis 2).

Pela sua importância, o profeta Malaquias diz: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Malaquias 3,23)

A Bíblia assim apresenta o profeta: “Elias, tesbita, um dos habitantes de Galaad...” (1Reis 17,1) Sua gesta é contada a partir do capítulo 17 de 1Reis. Elias não teria morrido e habita num local desconhecido que os teólogos discutem.

O nome tesbita provém de sua cidade natal Tesba, ou Tisbé, em Galaad, hoje desaparecida.

Elias volta a aparecer na Transfiguração ao lado de Cristo e Moisés, e, segundo opinião dominante, é uma das duas testemunhas que reaparecerão no fim do mundo para pregar contra o Anticristo.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Beato Palau: a verdadeira Política se decide na presença de Deus

Detalhe da Disputa do Ssmo Sacramento,  Rafael Sanzio (1483-1520), Stanza del Sello, Vaticano.
Santos e doutores trocam ideias sobre o Santíssimo, mas participam filósofos e artistas até anticristãos.
O Beato Palau imaginava a humanidade aos pés de Deus digladiando
em torno das maiores questões - a Política - da qual depende o mundo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O Pe. Palau via na Revolução universal conduzida pelo demônio contra Cristo e a Igreja o grande assunto político em torno do qual giram as questões realmente importantes.

Ele não pensava na agitação mesquinha dos políticos profissionais ou dos jornais de seu tempo, mas da Política com P maiúsculo.

Ou seja, aquela na qual se debate o mais precípuo dos fins terrenos do homem: o bem comum na prática das virtudes e seu destino eterno no Céu, ou, por oposição, o caos revolucionário e a perdição irrevogável no inferno.

Segundo ele, a política é por excelência um assunto para as inteligências. Nela não participam os seres sem intelecto.

Mas insistia que os ímpios e os míopes supõem que nela só participam as inteligências humanas, quando na realidade participam também as angélicas e as demoníacas. E, por cima de todas elas, o Juiz Supremo do universo e sua Corte celeste.

Sendo a Revolução a questão política central da qual depende o destino do mundo, o Beato Palau fazia estas interrogações:

O que fará Deus? Deixará tudo ser tragado pela Revolução? Destruirá o mundo em virtude do pecado revolucionário? Ou, pelo contrário, em atenção a Suas promessas, o resgatará da conjuração de Satanás?

O bem-aventurado tinha certeza de que Deus preparava a restauração do mundo. Como o faria? Quando? O que faltava? Que fatores apressavam ou retardavam o momento em que Nosso Senhor dirá “basta” à Revolução?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mais santos e beatos que elogiaram
e recomendaram a aparição de La Salette

São João Maria Vianney: “Monsenhor, há poucos sacerdotes em vossa diocese que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”
São João Maria Vianney: “Monsenhor, há poucos sacerdotes em vossa diocese
que tenham feito tanto quanto eu por La Salette”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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São João Maria Vianney

O célebre Cura de Ars, São João Maria Vianney (1786-1859), foi ordenado sacerdote na catedral de Grenoble, diocese da maravilhosa aparição. Ele foi acusado pelas maledicências de ser contra La Salette, sofrendo também análogas difamações.

Certa feita Maximin foi-lhe apresentado às pressas, e ocorreu um mal entendido que foi aproveitado contra os dois.

Tendo em vista desfazer essa confusão, Mons. de Bruillard, bispo de Grenoble, enviou carta ao santo sacerdote pedindo que desmentisse as murmurações.

Assim o fez São João Maria Vianney numa resposta onde podemos avaliar toda sua devoção à aparição:

“Ars, 5 de dezembro de 1850

“Monsenhor,

“Tenho uma grande confiança em Nossa Senhora de La Salette. Faço vir água da fonte. Abençoo e distribuo grande quantidade de medalhas e imagens representando esse fato.

“Distribuo pedacinhos da pedra sobre a qual a Santa Virgem teria sentado. Levo um pedaço continuamente comigo e até o fiz colocar num relicário.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fátima: a Misericórdia e a Justiça de Nossa Senhora

Detalhe dos fiéis em Fátima olhando para o Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917
Detalhe dos fiéis em Fátima olhando para o Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917
Marcos Luiz Garcia

escritor, conferencista
e colaborador da ABIM







No dia 13 de setembro comemoram-se os cem anos da quinta aparição de Nossa Senhora.

eve-se ressaltar que nessa quinta aparição compareceram na Cova da Iria entre 15 e 20 mil pessoas.

Isso mostra de um lado como essas aparições se propagaram e, de outro, como Nossa Senhora já agia no fundo das almas visando atraí-las para a sua Mensagem salvadora.

Sempre solícita e procurando comover aqueles corações ávidos de Deus, nessa aparição Nossa Senhora se esmerou em apresentar algo de muito atraente, conforme relata a Irmã Lúcia em suas memórias:

“...o súbito refrescar da atmosfera, o empalidecer do Sol até ao ponto de se verem as estrelas, uma espécie de chuva como que de pétalas irisadas ou flocos de neve que desapareciam antes de pousarem na terra.

“Em particular, foi notado desta vez um globo luminoso que se movia lenta e majestosamente pelo céu, do nascente para o poente e, no fim da aparição, em sentido contrário”.

Portanto, um cenário maravilhoso para relacionar aquela manifestação com o Céu e, certamente, com o Triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Mais uma vez Nossa Senhora pediu-lhes que rezassem o Terço todos os dias para alcançar o fim da guerra, prenunciando assim sua misericórdia com o mundo pela cessação da primeira guerra mundial.

Em seguida, Ela disse: “Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo”.